Alexandre Sena

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.

Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem?

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.

Por Ruth Manus

Renovando os votos de um excelente ano novo! Prometo trazer mais novidades para este site em 2017. Boas Festas!

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante
Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!
Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!

(Cora Coralina)

Textão circulando no Facebook…

Fale sobre Aleppo. Chore por eles como você chorou por Paris. Chore por eles como você chorou por Nova York. Fale sobre eles. Nosso silêncio está matando-os. São pessoas, PESSOAS. Eles não são importantes porque são árabes? Porque eles são sírios? Será que sua vida importa menos do que a vida de um francês ou um americano? Pessoas de Aleppo estão postando suas mensagens de despedida na internet como um massacre final sendo esperado para acontecer a qualquer momento em breve e estamos SILENCIOSOS. Ficamos em silêncio por mais de cinco anos. Algumas crianças em Aleppo não conhecem a vida sem guerra. Imagine viver em uma cidade de ruínas e ter que temer por sua vida a cada instante. Hospitais, igrejas, casas, restaurantes são bombardeados no cotidiano e centenas são mortos todos os dias. No entanto, estamos em silêncio. Lembre-se delas. Honre-os. Nós permitimos que um genocídio em massa acontecesse diante de nossos olhos por anos. A mídia fechou os olhos para isso. Este é um dos maiores genocídios desde o holocausto e o mundo está vendo as pessoas morrerem em silêncio. Não só morrendo mas também, sendo exterminados, retaliados e estuprados! Fale sobre Aleppo, por favor.
COPIE E COLE!!
#prayforAleppo 🙏🏼😔🇸🇾
Por: Hanan Amin Alkaram

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Chegamos ao vigésimo episódio do Alexandre Sena Show, marcando o encerramento da temporada 2016 do podcast. Confira!

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Chegamos à penúltima edição do Alexandre Sena Show nesta temporada 2016. Baixe e ouça!

Conforme informei na última edição, teremos apenas mais dois episódios do Alexandre Sena Show nesta temporada 2016.

A edição 19 deve ir ao ar no dia 26 de novembro. Aguardem!

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Está no ar o décimo oitavo episódio do Alexandre Sena Show. Baixe e ouça!

Vai ao ar nesta quarta-feira, 2 de novembro, a edição número 18 do Alexandre Sena Show. Não perca!

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Está no ar mais uma edição do Alexandre Sena Show! Baixe e ouça.

Vai ao ar neste sábado, 15 de outubro, a edição número 17 do Alexandre Sena Show. Comentários podem ser enviados para o meu e-mail: alexandresena@gmail.com. Visite também a fanpage no Facebook.

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No ar, mais um episódio do Alexandre Sena Show! Baixe já!

Nesta quinta-feira, 29 de setembro, rola o tuitaço #VotoConsciente, uma parceria entre o Tribunal Superior Eleitoral e o Ministério Público Federal para divulgar informações sobre a votação, a apuração e a fiscalização por parte dos cidadãos e eleitores.

Como influenciadores no Twitter, teremos a oportunidade de promover o debate sobre a importância do voto consciente nas Eleições Municipais de 2016.

O objetivo do “tuitaço” não é atacar nem defender determinado partido ou candidato, mas levar ao eleitor informações de utilidade pública: mensagens de cidadania, quais os canais de denúncia de crimes eleitorais e disseminação da ideia do voto consciente para a escolha de prefeitos e vereadores.

O tuitaço começa a partir das 17 horas de quinta-feira (horário de Brasília). Participe!

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No ar, a décima quinta edição Alexandre Sena Show! Baixe já!

A edição 15 do Alexandre Sena Show vai ao ar amanhã, falando do iPhone 7 e da suposta falta de inovação da Apple nos últimos anos. Tema polêmico! Não percam!

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No ar, mais um episódio do Alexandre Sena Show! Baixe e ouça!

Neste domingo, 28 de agosto, vai ao ar mais uma edição do Alexandre Sena Show. Voltarei a falar de política: o julgamento de Dilma Rousseff no Senado, as polêmicas em torno da Operação Lava-Jato e as eleições municipais. Não perca!

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No ar, mais uma edição do podcast! Baixe já!

Contrariando o que eu havia postado aqui anteriormente, tive que colocar a reprise do Periscope desta sexta-feira também no YouTube, já que o vídeo salvo pelo Periscope para exibição na web ficou na vertical, sendo que a gravação foi na horizontal. Curtam, então, a reprise no YouTube!