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Firework

Um pouco de “musga” para animar este modorrento e chuvoso mês de janeiro cá em Brasília… curtam o clipe da Katy Perry e a letra mais abaixo… além do ritmo ser uma delícia, a letra de Firework é bastante motivacional!

Do you ever feel like a plastic bag
Drifting throught the wind
Wanting to start again

Do you ever feel, feel so paper thin
Like a house of cards
One blow from caving in

Do you ever feel already buried deep
Six feet under scream
But no one seems to hear a thing

Do you know that there’s still a chance for you
Cause there’s a spark in you

You just gotta ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July

Cause baby you’re a firework
Come on show ‘em what your worth
Make ‘em go “Oh, oh, oh!”
As you shoot across the sky-y-y

Baby you’re a firework
Come on let your colors burst
Make ‘em go “Oh, oh, oh!”
You’re gunna leave ‘em fallin’ down-own-own

You don’t have to feel like a waste of space
You’re original, cannot be replaced
If you only knew what the future holds
After a hurricane comes a rainbow

Maybe you’re reason why all the doors are closed
So you can open one that leads you to the perfect road
Like a lightning bolt, your heart will blow
And when it’s time, you’ll know

You just gotta ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July

Cause baby you’re a firework
Come on show ‘em what your worth
Make ‘em go “Oh, oh, oh!”
As you shoot across the sky-y-y

Baby you’re a firework
Come on slet your colors burst
Make ‘em go “Oh, oh, oh!”
You’re gunna leave ‘em fallin’ down-own-own

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It’s always been inside of you, you, you
And now it’s time to let it through

Cause baby you’re a firework
Come on show ‘em what your worth
Make ‘em go “Oh, oh, oh!”
As you shoot across the sky-y-y

Baby you’re a firework
Come on slet your colors burst
Make ‘em go “Oh, oh, oh!”
You’re gunna leave ‘em goin “Oh, oh, oh!”

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon

Postado por Alexandre Sena on January 14th, 2011 Comente!

Reta final

Por motivos pessoais e profissionais, tenho postado bem menos ativamente nestas eleições do que no passado. Quem acompanha o meu blog há mais tempo deve-se lembrar o quanto me engajei nas eleições de 2002 e 2006. Mas ainda há tempo para algumas considerações.

Este ano, como diria uma conhecida minha, estamos fadados a escolher, no Halloween, entre uma bruxa e um bruxo. Ainda que o antagonismo e o radicalismo nas campanhas de Dilma Rousseff e José Serra tenham se exacerbado nas últimas duas semanas, para boa parte da opinião pública (eu, inclusive) a impressão que se tem é de que são dois presidenciáveis com visões políticas muito semelhantes. Ambos oriundos da oposição ao regime militar, comodamente rotulados no passado como políticos “de esquerda”, que penderam para o centro. Serra hoje representa, na verdade, parte da visão “de direita”, embora tenha uma dificuldade enorme em admitir isso.

A não ser que haja uma verdadeira catástrofe no debate de hoje, a ser exibido pela TV[bb] Globo, acho difícil que Dilma perca essa eleição. Se perder, poderá creditar boa parte da culpa às sistemáticas campanhas de difamação que sofreu praticamente durante todo o período eleitoral (sobre a questão do aborto, terrorismo, corrupção, etc., etc.). Se Dilma ganhar, deverá creditar parte dos méritos à Internet e à forte militância virtual, que transformou a web numa mídia de “contra-informação”, servindo como contra-peso à forte resistência da mídia tradicional brasileira (especialmente os veículos controlados pelos grupos Globo, Abril, Folha e Estadão) à candidatura petista. E Dilma deverá creditar sua eventual vitória, claro, ao cabo-eleitoral-mor Lula, que transferiu todos os votos conquistados pelo Bolsa-Família à sua outrora desconhecida candidata.

Mesmo com um eventual revés nas urnas no próximo domingo, Serra sai mais forte desta eleição do que em 2002, quando encarou uma derrota antecipada frente ao imbatível Lula. Continuará sendo uma peça importante no PSDB, a despeito da voracidade de Aécio Neves e Geraldo Alckmin. Se eleito, Serra terá um desafio muito grande: quebrar o ciclo populista de Lula. O caminho natural dos tucanos seria apostar no crescimento econômico e nas obras de infraestrutura como balizadores de seu governo.

No Distrito Federal, onde resido, o petista Agnelo Queiroz deve ser eleito governador sem grandes dificuldades, quebrando um ciclo de doze anos de rorizismo (Joaquim Roriz governou de 1999 a 2006, sendo substituído por seu pupilo José Roberto Arruda, que foi preso e não completou o mandato). Weslian Roriz, que substituiu o marido enrolado com a Lei da Ficha Limpa, vai ficar algum tempo no anedotário político nacional até cair no ostracismo. Com Joaquim Roriz proibido de concorrer a cargos públicos até 2022, encerra-se um ciclo político que alterou os rumos da capital do país — muito embora as filhas do clã, Jacqueline e Liliane Roriz, eleitas deputadas, tenham cacife eleitoral para dar continuidade às políticas do pai.

Se a eleição parece uma barbada para o barburdo Agnelo Queiroz, não vai ser nada fácil governar tendo, na base de apoio, políticos do PMDB e outros partidos que historicamente estiveram ligados ao rorizismo. Ao mesmo tempo em que há uma boa vontade da população em tentar acreditar que o governo Agnelo vai romper com as práticas clientelistas do passado, sempre fica uma pontinha de desconfiança sobre os rumos que um governo da aliança PT-PMDB pode tomar.

Falo mais sobre a reta final das eleições, as baixarias de campanha, e os desafios dos eleitos na edição 104 do Podcast do Alexandre Sena. Ouça-a antes de votar no próximo domingo!

Postado por Alexandre Sena on October 29th, 2010 Comente!

Brasília, 50 anos

Minha singela homenagem à minha cidade natal, centro das atenções de todo o Brasil…

Brasília
Plebe Rude

Capital da esperança
(Brasília tem luz, Brasília tem carros)
Asas e eixos do Brasil
(Brasília tem mortes, tem até baratas)
Longe do mar, da poluição
(Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas)
mas um fim que ninguém previu
(Árvores nos eixos a polícia montada)
(Brasília), Brasília
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
(Utopia na mente de alguns…)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
(Utopia na mente de alguns…)
Oh.. O concreto já rachou!
Brasília….
Brasília tem luz, Brasília tem carros
(Carros pretos nos colégios)
Brasília tem mortes, tem até baratas
(em tráfego linear)
Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas
(Servidores Públicos ali)
Árvores nos eixos a polícia montada
(polindo chapas oficiais)
Brasília, (Brasília)
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
(Utopia na mente de alguns…)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
(Utopia na mente de alguns…)
Oh… O concreto já rachou! rachou! rachou! rachou!
Rachou! O concreto já rachou!
Brasília….
Brasília…. Brasilia!
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
(Utopia na mente de alguns…)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
(Utopia na mente de alguns…)
Os comércios só vendem
e os porteiros só olham
E essas pessoas elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada
Nada! (Brasília…) Nada! (Brasília…)
Nada! (Brasília…) Nada! (Brasília…)

Postado por Alexandre Sena on April 21st, 2010 1 Comentário

Intervenção Já!

Salvo se o Ministério Público conseguir impedir na Justiça, amanhã Brasília viverá mais um momento surreal na sua política: a Câmara Legislativa do Distrito Federal, totalmente contaminada pelo escândalo da Caixa de Pandora, ou Mensalão do DEM, deve escolher por eleição indireta um novo governador para completar o mandato de José Roberto Arruda.

O favorito na disputa é Wilson Lima, ex-aliado de Arruda, que ocupava a presidência da C?mara Legislativa após a renúncia de Leonardo Prudente, o deputado flagrado enfiando dinheiro nas meias. Lima assumiu interinamente o Governo do Distrito Federal (GDF) após a prisão de Arruda e a renúncia do vice-governador Paulo Octavio.

Após uma mudança casuística na Lei Orgânica do Distrito Federal, cujo dispositivo que tratava da sucessão do governo em caso de impedimento dos titulares era considerado inconstitucional, estabeleceu-se a necessidade de eleição indireta para escolher um “governador-tampão” para concluir o mandato interrompido.

O que torna essa eleição indireta um prato indigesto para a opinião pública é o fato de muitos dos envolvidos no escândalo da Caixa de Pandora ainda ocuparem o cargo de deputado distrital e, por tanto, formarem o colégio eleitoral que elegerá o governador-tampão.

Como bem lembrou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a pergunta é: que governo o Distrito Federal terá com esses “eleitores”? Corruptos pilhados no escândalo, como Eurides Britto, Geraldo Naves e Odilon Aires, vão ter direito a escolher o chefe do Executivo local.

Para completar o absurdo, dois candidatos a governador nessa eleição indireta, egressos do governo Arruda, estão atolados de irregularidades até o pescoço: Aguinaldo de Jesus (ex-secretário de Esportes) e Rogério Rosso (ex-presidente da Codeplan, estatal que já foi comandada também por Durval Barbosa, principal operador do mensalão).

A princípio, o escolhido pela Câmara Legislativa vai governar o Distrito Federal até 1º de janeiro de 2011, quando toma posse o governador escolhido nas eleição direta de outubro. Mas o eleito nessa eleição viciada corre o risco de ocupar o cargo por apenas alguns dias. Pois deve ocorrer nas próximas semanas a apreciação, pelo STF, do pedido de intervenção federal no Distrito Federal, feito por Roberto Gurgel, com base nas evidências de corrupção mostradas pela Operação Caixa de Pandora.

Gurgel tem sido duro na defesa da necessidade de intervenção: para ele, o esquema de corrupção está entranhado em todas as esferas do poder público em Brasília, e só com um interventor federal no Executivo, e com a destituição do Legislativo local, é que poderá ser feito um saneamento na máquina pública brasiliense. Como a medida, se for tomada, será inédita, há toda uma discussão jurídica sobre como seria procedida essa intervenção.

Pelo que rege a Constituição, o interventor seria indicado pelo presidente da República, com prazo determinado, e assumiria as funções executivas normais de um governador. O grande senão é que nesse período, o Congresso Nacional fica impedido de apreciar emendas constitucionais. E com projetos importantes em votação, o Palácio do Planalto é resistente à ideia.

Fora isso, ainda há dúvidas sobre como seria a intervenção no Legislativo: segundo uma das correntes defendidas, os deputados distritais perderiam o mandato, e os trabalhos legislativos do Distrito Federal passariam a ser realizados por uma comissão especial do Senado. Tal como ocorria até 1991, quando foi implantada a Câmara Legislativa do DF.

O dito “setor produtivo” do Distrito Federal (comerciantes, industriais, empreiteiros e donos de empresa com negócios milionàrios junto ao GDF) se aliou à OAB-DF, à imprensa local e aos políticos oportunistas da região para rechaçar a ideia da intervenção. Vendem a falsa ideia de que a intervenção federal é “um golpe” contra a autonomia política de Brasília, que vai gerar desemprego, paralisação de obras públicas, etc., etc. A imprensa (Correio Braziliense à frente) quer passar a idéia de “normalidade”, de que as instituições do DF podem resolver por si só a crise política. Pura balela. O medo dessa turma é perder negócios milionários com o setor público ou, pior, serem investigados por eventuais irregularidades. Ainda há muita podridão que não foi revelada, e quem tem culpa no cartório já botou as barbinhas de molho.

A população mais esclarecida de Brasília torce, e muito, pela intervenção federal. Inclusive este blogueiro que vos escreve. Somente com um agente não-político à frente do GDF pelos próximos meses é que haverá a real possibilidade de um saneamento nas instituições governamentais de Brasília. É com esse saneamento moral, feito de maneira ética e com resultados perenes, que poderemos ficar livres de Arruda, Roriz e outros males que vêm destruindo o Distrito Federal nos últimos 22 anos.

Postado por Alexandre Sena on April 16th, 2010 1 Comentário

Sinfonia da Alvorada

Quem baixar a edição 94 do Podcast do Alexandre Sena vai poder ouvir um trecho da espetacular Sinfonia da Alvorada, obra musical de Tom Jobim agregada a um épico poema de Vinícius de Moraes. Com a licença da expressão, foi uma autêntica obra “multimídia” da década de 1950, juntando a maestria dos acordes de Jobim com a sensibilidade das letras de Vinícius.

O site Clube do Jobim traz as seguintes informações sobre a obra:

A Sinfonia da Alvorada, que mais tarde ficou sendo conhecida como Sinfonia de Brasília, foi encomendada a Vinicius e Tom pelo presidente Juscelino Kubitschek desde fevereiro de 1958, mas o trabalho da dupla foi adiado por causa de protestos contra a construção da cidade, originados principalmente nas áreas de oposição ao governo.

Mais tarde, Juscelino reiterou o convite através do arquiteto Oscar Niemeyer, que transmitiu a Vinicius a vontade do presidente de ter a Sinfonia pronta antes de 21 de abril de 1960, dia marcado para a mudança da capital.

A convite de Juscelino, Tom e Vinicius passaram uma temporada em Brasília, para conhecer o local onde a cidade estava sendo construída.

Mas Brasília foi inaugurada sem a Sinfonia, e um espetáculo de luz e som planejado para 7 de setembro de 1960, quando a Sinfonia seria finalmente apresentada, também não aconteceu, por causa dos altos custos apresentados pela empresa francesa Clemanéon, que proveria o equipamento e a tecnologia para o evento.

A Sinfonia da Alvorada foi apresentada em primeira audição em 1966, na TV[bb] Excelsior de S. Paulo. Uma segunda apresentação deu-se na Praça dos Três Poderes em Brasília em 1986, com regência de Alceu Bocchino, e Radamés Gnattali ao piano. O texto de Vinicius foi falado por sua filha Susana de Moraes, e por Tom Jobim“.

Postado por Alexandre Sena on April 6th, 2010 Comente!

 

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